17/03/2008,
16:24,
por Rodrigo Sieiro |
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Update: a Parte II deste post está aqui: Mac OS X no PC Parte II - Leopard.
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Minha primeira experiência com computadores foi com um Apple. Tá bom, na verdade o primeiro contato foi com um TK-85, porém eu ainda era muito novo pra entender a influência que aquele aparelho teria em minha vida. Portanto considero que meu relacionamento com computadores começou quando meu pai comprou um Apple II, e eu comecei a acompanhar maravilhado as coisas que aquela televisão verde com teclado era capaz de fazer.
Porém alguns anos depois eu troquei o Apple II por um PC 386, e desde então nunca mais tive um computador da Apple. Acompanhei (bem) de longe o surgimento do Macintosh, do iMac, do MacBook e de todas as outras maravilhosas inovações tecnológicas da Apple ao longo dos anos. Admito, com certa vergonha, que até hoje nunca usei um Mac. De verdade.
Mas o que sempre me atraiu mais do que o design dos computadores da Apple foi o MacOS, o sistema operacional. Lindo, funcional, e simples. Nunca vi alguém falar mal do MacOS, são sempre elogios que predominam. Sempre me mordi de raiva cada vez que via um programa específico para MacOS, ou alguma funcionalidade no Mac que meu PC não tinha. Por isso fiquei maravilhado ao descobrir, recentemente, a possibilidade de rodar o MacOS diretamente do meu PC. Eu precisava tentar.
Como qualquer pessoa com um mínimo de noção, antes de tentar um procedimento que poderia destruir todos os meus dados e levar meu computador ao estado vegetativo, resolvi partir para uma alternativa mais segura: virtualização. Foi então que descobri o primeiro problema: o Leopard (última versão do MacOS) não roda em máquinas virtuais (ao menos, não por enquanto), somente o Tiger, versão anterior. Bom, nem tudo é perfeito.
Dei uma passada na baía onde homens barbados bebem cerveja em canecas e dizem "HAR HAR HAR" e encontrei uma imagem VMWare pronta, já com o MacOS Tiger instalado e pronto para usar. Nada melhor para alguém que nunca usou nem instalou o MacOS antes, não é mesmo? Iniciei a VM e fui agraciado com a tela abaixo:

Quanta emoção, meu primeiro contato com o MacOS. Assim que parei de suar e minhas mãos pararam de tremer (just kidding), comecei a fuçar pra entender o hype todo que existe em torno dele. E, apesar do já esperado impacto de performance que tive por estar rodando em uma VM, minha opinião se resume a uma palavra: UAU. Realmente, tudo que falam sobre o OS é verdade. É lindo, as funções são fáceis de encontrar, tudo funciona rápido e sem problemas. Como a própria Apple diz, It Just Works. Abaixo meu desktop rodando o Twitterrific e com o Binário aberto:
Esta VM já ganhou um espaço reservado no meu micro para quando eu precisar (ou quiser, por curiosidade) fazer um teste ou rodar um programa no OSX. É ridiculamente simples de rodar, basta eu abrir o VMWare e apertar play, dentro do próprio Windows. Mais prático impossível.
Conclusão: consegui rodar o Tiger no meu PC. Porém, como qualquer nerd, eu não me contento com pouco. O Leopard não roda em uma VM, mas com certo trabalho é possível rodá-lo nativamente no PC (sim, como se o seu PC fosse um Mac de verdade). E se é possível, eu tinha que tentar. Exatamente por isso este post tem "Parte I" no título: eu instalei o Leopard nativamente no meu PC e em breve escreverei a Parte II detalhando a experiência (essa sim, bem mais fantástica). Ainda estou apanhando um pouco, faltam algumas configurações, mas so far, so good. Assim que tudo estiver redondinho postarei a Parte II. Quem viver, verá!